Cooperação empresarial em debate na apigraf

Cooperação empresarial em debate na apigraf

Uma das atividades do “apigraf – Inovar para vencer” consiste no desenvolvimento de iniciativas e instrumentos de promoção e estímulo à adoção de práticas de cooperação interempresarial entre as empresas, tendo sido realizado um inquérito ao grau de cooperação empresarial no decorrer do passado mês de Abril.

Sendo que as conclusões finais deste trabalho serão apresentadas no Encontro apigraf deste ano, foi entretanto realizada a primeira ação de partilha dos resultados da autoavaliação sobre o grau de cooperação interempresarial no setor e sobre as práticas de trabalho cooperativo existentes, bem como para debater e apresentar possíveis modelos e lógicas de cooperação entre empresas.

Em setembro, esta iniciativa, que contou nesta sessão com 62 empresários, será replicada para os associados da região norte.

Nuno Duarte, consultor da ImproveConsult, empresa responsável por esta atividade, começou por explicar o conceito de cooperação empresarial, que consiste no estabelecimento de alianças e parcerias entre duas ou mais empresas com vista a obterem ganhos tanto a nível financeiro como operacional. A cooperação poderá ser um meio para obter sinergias a nível operacional e financeiro, maior competitividade e poder negocial no mercado e ainda partilhar riscos, avançar para oportunidades de negócio, para as quais, isoladamente, não teriam capacidade de resposta e ainda concretizar estratégias de internacionalização.

“Atualmente, a Cooperação Empresarial é consensualmente considerada como um importante meio para potenciar a competitividade das PME. Contudo é também reconhecida a fraca predisposição das PME portuguesas para a cooperação”, referiu, “o contributo do presente trabalho é precisamente no sentido de apoiar as empresas a ultrapassar os obstáculos e promover a adoção de práticas de cooperação empresarial, fornecendo-lhes os instrumentos e as regras necessárias”, concluiu.

O inquérito levado a cabo junto das empresas associadas no mês de abril obteve setenta respostas. As empresas do setor das indústrias gráficas e transformadoras de papel consideram, de acordo com os resultados obtidos, que desenvolvem, de uma forma generalizada, atividades de cooperação empresarial com outros agentes económicos. De facto, apenas 13% dos inquiridos afirmam não as desenvolverem. Contudo, as atividades existentes baseiam-se, na maior parte dos casos, em mecanismos informais de cooperação (apenas 31% dos respondentes formalizam/ contratualizam as atividades de cooperação).

No que se refere aos motivos que levam as empresas a cooperar, a principal é a “diversificação da carteira de produtos”, logo seguida pela “conquista de novos mercados” e a “redução de custos”. Por outro lado, as motivações menos relevantes para a dinamização de práticas de cooperação empresarial são as sinergias logísticas, a internacionalização e as alterações tecnológicas.
Já no que se refere ao impacto da cooperação interempresarial no desempenho da empresa, o inquérito concluiu que apenas 25% dos respondentes avaliaram o impacto.

Destes, cerca de 2/3 afirmam que as atividades de cooperação tiveram um impacto muito significativo no desempenho da empresa, nomeadamente no incremento do leque da oferta de produtos e serviços, com incremento da fidelização dos clientes, contribuindo assim, para o aumento da atividade das empresas. “Não obstante o mérito associado à cooperação na melhoria da competitividade das empresas, não é possível quantificar, na quase totalidade dos casos, os benefícios identificados”, referiu Nuno Duarte.

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