Eurodeputados pretendem banir 80% dos sacos de plástico até 2019

Eurodeputados pretendem banir 80% dos sacos de plástico até 2019

O Parlamento Europeu quer banir, dentro de cinco anos, 80% dos sacos de plástico utilizados para compras. Numa resolução recentemente aprovada por larga maioria, em Estrasburgo, os eurodeputados exigem uma alteração substancial de uma proposta anterior da Comissão Europeia, que pretendia reduzir o uso dos sacos de plástico, mas não definia metas concretas.

Segundo a posição do Parlamento, que terá de ser agora negociada com a Comissão e o Conselho europeus, o uso de sacos de plástico deverá ser reduzido em 50% até 2017 e 80% até 2019, em relação aos níveis de 2010.
As metas aplicam-se aos plásticos leves, com espessura inferior a 0,05 milímetros, como os que são distribuídos em lojas e supermercados. De fora ficam, porém, os plásticos “muito leves”, com menos de 0,01 milímetros, utilizados para embalar alimentos húmidos, como carne, peixe ou queijos. Para alimentos secos, como frutas e legumes, devem ser substituídos gradativamente por sacos de plástico biodegradável ou de papel.

Em Novembro passado, a Comissão Europeia tinha já apresentado uma proposta para obrigar os Estados-membros a “tomarem medidas para alcançar uma redução no consumo de sacos plásticos leves”, segundo uma emenda que sugeriu a uma diretiva sobre a gestão dos resíduos de embalagens.

O objetivo seria minorar o impacto ambiental dos cerca de 100.000 milhões de sacos de plástico que são utilizados anualmente na Europa, dos quais 8000 milhões não seguem o destino normal do lixo e acabam nas ruas, campos, rios e oceanos.

“Infelizmente, a proposta apresentada pela Comissão Europeia não preconiza qualquer acção à escala europeia. Sugere simplesmente que cada Estado-membro resolva unilateralmente a questão dos sacos de plástico, sem lhes impor o cumprimento de quaisquer metas”, disse a eurodeputada dinamarquesa Margrete Auken, do grupo dos Verdes/Aliança Livre Europa, relatora da proposta aprovada pelo Parlamento Europeu.