Grafikus e Sistrade organizam conferência no Porto

Grafikus e Sistrade organizam conferência no Porto

A Grafikus, empresa polaca fornecedora de máquinas de impressão flexográfica e de offset, organizou, em conjunto com a Sistrade, o ciclo de conferências “Flexo Conference – Grafikus and Partners” que decorreu, entre os dias 15 e 16 de maio, no Ipanema Park Hotel, no Porto.

O primeiro dia foi inteiramente dedicado à apresentação de equipamentos e soluções tecnológicas, em especial para o mercado de impressão flexográfica, por parte dos representantes polacos das marcas Sistrade; Vianord; Praxair; Mark Andy; Rossini; Esko; DuPont; e Füll.

O programa desta conferência no Porto, para dia 16 de maio começou com uma visita à nossa associada Etiqembal – Baptista de Lima, Lda., de Vila do Conde, tendo o seu sócio-gerente, João Lima, recebido os colegas polacos e realizado uma breve apresentação da empresa, após o que abriu as portas aos seus convidados, conduzindo-os pelas diferentes secções da sua unidade fabril.

No regresso da comitiva ao Porto, e antes das apresentações das empresas HP e Comexi Group, o Presidente da Direção Executiva da Região Norte da apigraf, Lopes de Castro, deu as boas-vindas a todos os presentes. Na sua mensagem, previamente disponibilizada, em papel e em língua polonesa, salientou o orgulho e a satisfação de ser o Porto a acolher este evento, após o que passou a apresentar, aos seus colegas de Leste, a apigraf, “a única associação que, em Portugal, representa os setores da indústria gráfica, de comunicação visual e transformadora do papel”, realçando o facto deste ano se comemorar o seu 40.º Aniversário. Lopes de Castro aproveitou a oportunidade para focar aos participantes polacos e nacionais um outro pormenor relevante da história da vida associativa das indústrias gráficas portuguesa: o facto de “os industriais portugueses das artes gráficas terem sido pioneiros na fundação de uma associação de classe, o que sucedeu em janeiro de 1852, também nesta cidade, com a então denominada Sociedade dos Tipógrafos Portuenses e Artes Correlativas.”

Para lá do inegável valor e do papel histórico que os setores representados pela apigraf detêm na sociedade, Lopes de Castro recordou ainda alguns episódios em que o Porto se notabilizou, durante o século XIX, no apoio às causas dos nacionalistas polacos contra a Rússia czarista. Entre alguns desses acontecimentos, sublinhou a manifestação de solidariedade com a “insurreição polonesa contra a Rússia czarista, em 1863.” Nesse período, “as artes e as letras portuguesas organizaram diversos saraus de homenagem à Polónia, tendo um célebre escritor, então ainda muito jovem, Guerra Junqueiro, dedicado um poema a tão nobre causa. Talvez por essa razão, Carlos Mikoszewski, sacerdote polaco e um dos elementos que estiveram ligados à ‘Junta Central Nacional Polaca, cujo fim era sacudir o jugo da Rússia’, instalou-se, nesta cidade, e daqui apelou aos portugueses para que se juntassem à causa polaca.”

Por fim, Lopes de Castro desejou a todos os presentes uma excelente estada na cidade que “deu origem ao nome de Portugal (Portus Calle).”

… E “CORPORAÇÃO POLACA DOS CAVALEIROS DE GUTENBERG” ENTRONIZA EMPRESÁRIOS PORTUGUESES

Durante a tarde desse dia 16 de maio, esta conferência no Porto, teve um dos seus momentos mais marcantes, localizado no Palácio dos Duques de Bragança, em Guimarães: a entronização de 10 personalidades ligadas ao setor das indústrias gráficas, de ambos os países, pela “Corporação Polaca dos Cavaleiros de Gutenberg”. Esta Instituição integra a Confraria Europeia dos Cavaleiros de Gutenberg que tem mais de 700 membros ligados às artes gráficas e nasceu em França, hoje igualmente representada em diferentes países europeus, tais como a Alemanha, Itália, Bélgica, Suíça e Polónia. As principais atividades da Corporação polaca são: a promoção e o desenvolvimento da língua e cultura polacas; a melhoria da ideia de justiça e fraternidade na Europa; o crescimento e desenvolvimento da indústria gráfica, a par com a promoção da leitura e da educação no país de Copérnico, Chopin e Wislawa Szymborska – em especial junto das crianças e adolescentes mais desfavorecidos. Entre outras iniciativas, esta Corporação dos Cavaleiros de Gutenberg já distribuiu perto de um milhão de livros pelas bibliotecas escolares da Polónia.

Jacek Kuśmierczyk deu início à celebração da entronização dos novos cavaleiros de Gutenberg, não sem antes demonstrar o seu enorme agrado pelo local escolhido, atendendo à sua excelência e simbolismo. Referiu, de seguida, que Portugal tem, a partir desta Cerimónia, a responsabilidade de fundar uma Corporação dos Cavaleiros de Gutenberg, idêntica à polaca e dos outros países atrás indicados.

Todos ligados ao setor da flexografia, os três elementos da comitiva polaca armados cavaleiros foram, por esta ordem: Jacek Rode da empresa Marpol; Milosz Zygmunt e Jurand Skirzynski da Flexergis. Por Portugal, foram entronizados cavaleiros por Jacek Kuśmierczyk, com uma sumária apresentação biográfica a cargo de Paulo Souto, da Sistrade, os Presidentes da Direção Executiva Nacional e da Direção Executiva da Região Norte da apigraf, respetivamente, José Augusto Constâncio e José Manuel Lopes de Castro. Após a entronização dos dois Presidentes da apigraf, seguiram-se as de António Sousa Ribeiro e Luís Pereira Magalhães da Sistrade; Carlos Coutinho da Ideal Artes Gráficas – Luís Caldas & Coutinho, Lda.; António Ramalho da Eikon – Centro Gráfico, S.A.; e Diogo Alves de Sousa da Tecnimprensa – Equipamentos de Imprensa, S.A.

No final da Sessão, Jacek Kuśmierczyk entregou a Paulo Souto a espada da Corporação com que entronizou as personalidades atrás indicadas, de modo a reforçar, com esse ato simbólico, a responsabilidade da Sistrade e dos novéis cavaleiros na fundação de uma Corporação Portuguesa com os seus bellatores, isto é, com os seus Cavaleiros de Gutenberg norteados pelos mesmos princípios de solidariedade e de combate na defesa e promoção dos setores das artes gráficas.

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