APIGRAF defende o suporte papel junto do Governo

APIGRAF defende o suporte papel junto do Governo

No âmbito da Sessão “capitalização das empresas” que decorreu no Auditório da AEP, em Leça da Palmeira, no dia 19 de abril, em que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, traçou as linhas gerais do Programa Nacional de Reformas e no período de audiência das associações presentes, José Manuel Lopes de Castro, Presidente da Apigraf, referiu que é, na verdade, essencial a capitalização das empresas e se torna indispensável implementar no terreno as medidas propostas pela EMCE.

Todavia, há também que cuidar das empresas que estão implantadas e a laborar, não as matando com medidas que, apesar da sua “bondade”, poderão ter impactos muito negativos no nosso tecido industrial e com repercussões sociais. Referiu, a este propósito, a ideia formulada publicamente pelo Senhor Ministro da Educação quanto a uma eventual desmaterialização dos manuais escolares – ideia que carece do devido esclarecimento – esquecendo que a Apigraf representa, segundo os dados do INE e da Informa D&B de 2014, um sector constituído por 2.757 empresas com 26.532 trabalhadores e registando uma faturação global de 2.538 milhões. Sobre este mesmo assunto, Lopes de Castro aproveitou para salientar o excelente exemplo que as empresas privadas, sem quaisquer apoios ou subvenções, estão a apresentar, tal como a Porto Editora com o livro híbrido, onde as novas tecnologias interagem com o livro de papel. Efetivamente, todos os meios têm vantagens e desvantagens, devendo aproveitar-se o melhor de cada meio e não optar cegamente por um em detrimento do outro. Numa perspetiva humanista e humanizante de ensino, não pode, pois, descurar-se a complementaridade de ambos os meios.

Nas conclusões, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, respondeu às questões colocadas pelos diferentes representantes das associações e, no que diz respeito à posição apresentada pela Apigraf, reconheceu o papel relevante, na economia e na sociedade, das indústrias gráficas, bem como dos editores e livreiros.