Plano de ação para o próximo triénio apresentado em Gaia

Plano de ação para o próximo triénio apresentado em Gaia

No passado fim de semana, mais de uma centena de empresários dos setores representados pela apigraf – Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas, de Comunicação Visual e Transformadoras do Papel reuniram-se num hotel em Gaia, no 19º Encontro Anual de Associados da apigraf.

A cargo do Vice-Presidente Executivo, Dr. Carlos de Melo Heitor, esteve a apresentação do Plano de Ação da Associação para 2014-2016, aprovado em reunião de Direção Nacional realizada no dia 3 de outubro.

Este plano surge na sequência do Estudo Setorial e Estratégico levado a cabo pela Augusto Mateus & Associados que identificou cinco eixos de intervenção estratégica a nível macroeconómico, sendo que quatro desses desafios passam por informação, educação e formação e o quinto por aquilo que o Dr. Carlos Heitor considerou ser “um desígnio nacional de sobrevivência: a promoção das exportações”, acrescentando que “Qualquer um destes grandes desafios estratégicos só pode ser alcançado em termos coletivos, através de forte colaboração e cooperação de um número alargado de empresas. Como tal, estes desafios constituem uma grande oportunidade para que a APIGRAF possa liderar as necessárias ações dentro de cada um dos 5 eixos de intervenção. Mas, para que tal aconteça, a APIGRAF terá de começar por se regenerar a si própria, quer em termos de organização interna, quer em termos de representação associativa., concluiu.

Das diversas ações que constituem o plano trienal “A representação e defesa dos associados junto de entidades governamentais portuguesas e comunitárias estará no topo das nossas prioridades” e, como tal, a apigraf irá estabelecer relações com associações empresariais afins (indústria papeleira, da imprensa, dos editores e livreiros e da plataforma de media privados), reforçando por outro lado a presença nas diversas federações europeias e internacionais, bem como nas nacionais onde se encontra filiada.

Já no que se refere às exportações, para além das individuais dos seus associados, que a Associação deverá naturalmente apoiar, “o nosso foco principal deverá ser a promoção de exportações de subsectores ou de projetos de cooperação interempresas”, referiu Carlos de Melo Heitor.

Para além destes dois principais desígnios, foram igualmente concretizadas pelo Vice-Presidente Executivo diversas iniciativas que se irão desenvolver ao longo dos próximos três anos, como por exemplo a introdução de uma marca (PRINT IN PORTUGAL) para identificar as exportações portuguesas das IGTP e para lhes conferir “a marca de qualidade” a nível internacional.

A propósito do tema da formação e do ensino técnico-profissional, que irá igualmente ser uma prioridade deste plano, Carlos de Melo Heitor referiu-se à importância do diálogo social: “Pensamos que é do interesse da indústria promover a renovação das relações com os sindicatos, já não baseada numa dialética antagónica ou conflitual, mas sim em termos modernos de concertação de interesses e posições.”, concluiu.

Tendo como pano de fundo o tema da cooperação entre empresas, a sessão contou também com a intervenção de vários oradores de prestígio, com os Profs. Carlos Brito (Universidade do Porto) e Vítor Corado Simões (ISEG) e os Drs. Hermano Rodrigues (AM&A) e Miguel Neiva (Coloradd) que abordaram esta questão de diversos pontos de vista e enquadramentos. Inovação, redes, competitividade, internacionalização e novas soluções tecnológicas foram alguns desses temas, para além da intervenção sobre o próximo quadro comunitário de apoio, Portugal 2020, pela Dra. Conceição Moreno, Diretora da Unidade de Política Regional da Agência para o Desenvolvimento e Coesão.