Mensagem do Presidente da APIGRAF

Mensagem do Presidente da APIGRAF

“Estamos a viver um dos maiores desafios que se nos colocaram até à data, (…), em que não temos quaisquer certezas ou garantias de sucesso. Cabe-nos enfrentá-la com a serenidade possível, o trabalho árduo que sempre nos caracterizou e a certeza do apoio da nossa associação. Não estamos, de facto, sozinhos”.

Caros colegas,
Nos últimos meses temos estado todos envolvidos numa dificílima situação, como sociedade, como pessoas, como empresas. Abordo apenas o tema empresarial, ciente embora da relevância das três vertentes.
Como associação de todos nós, empresas gráficas e transformadoras do papel, a Apigraf tem-se desdobrado em iniciativas destinadas a providenciar-nos aquilo que, no seu âmbito de actuação, mais necessitamos de momento: informação, comunicação e contacto com os decisores no sentido de chamar a atenção para as necessidades das empresas industriais em geral e para as da indústria gráfica e transformadora do papel em particular.
Iniciámos logo a 9 de março a recolha de informação detalhada das empresas através de um Barómetro semanal, que nos permite suportar com dados o que todos sabemos pelo permanente contacto com a realidade, individual e dos colegas.
Desde 13 de março passado foram publicados em Diário da República 184 normativos em matéria Covid-19, todos analisados e quando relevante noticiados às empresas associadas, integrados em informação trabalhada, segmentada por temas e com ligação aos esclarecimentos relevantes prestados pela Segurança Social, AT, ACT, DGERT, IAPMEI, IEFP, Portal do Governo e da Presidência da República, entre outros.
Porque é também relevante na estrutura de custos das empresas, foi renovado o processo de aquisição de energia em grupo, alargando-o às de menor dimensão pela oferta a Baixa Tensão Normal, num processo que regista ao nível do preço da energia activa quebras de cerca de 30% relativamente a 2019, ano em que envolveu cerca de 100 empresas associadas.
Os contactos com as estruturas confederativas nacionais e internacionais são permanentes, dados os interesses transversais que nos unem e a relevância de sermos indústrias que trabalham essencialmente para empresas, pelo que o nosso sucesso está estreitamente ligado ao da economia como um todo. Em questões específicas, como a necessidade de manter as nossas empresas a funcionar durante o estado de emergência ou de promovermos o enquadramento das nossas CAE nas linhas de crédito, reforçámos a actuação de grupo com a direcionada aos nossos sectores.
Porque é fundamental não perder de vista a essencialidade das nossas indústrias para a economia e a sociedade, porque trabalhamos de forma segura com produtos e suportes seguros, e porque as preocupações de sustentabilidade ambiental, entre outras, se mantêm actuais embora em segundo plano face à emergência pandémica, temos estado a actuar intensamente na área da comunicação, sob a égide da campanha “#somos todos gráficos”, com suportes visuais e físicos às nossas actividades económicas.
Estes são alguns dos passos dados numa realidade nova cujos contornos estamos ainda a tentar delinear com precisão. Com a certeza de impactos profundos e devastadores que se fazem já sentir, estamos a agir proactivamente no sentido de não só apoiar o controlo de danos, onde possível, mas apoiar a identificação, que irá necessariamente surgir, de oportunidades de mudança, adaptação e evolução.
Permitam-me que repita uma convicção profunda, alicerçada nos factos e solidificada pela experiência dos anos: as indústrias gráficas e transformadoras do papel são, e continuarão a ser, fundamentais na economia e na vida. Estamos a viver um dos maiores desafios que se nos colocaram até à data, em que muitos dos factores determinantes do resultado estão completamente fora da nossa esfera de controlo e ação, em que não temos quaisquer certezas ou garantias de sucesso. Cabe-nos enfrentá-la com a serenidade possível, o trabalho árduo que sempre nos caracterizou e a certeza do apoio da nossa associação. Não estamos, de facto, sozinhos.

O colega ao dispor,
Lopes de Castro
Presidente da Apigraf