A indústria gráfica
no quotidiano.
A palavra pode ser escrita, desenhada, composta, impressa e reproduzida. Ao longo do tempo, diferentes técnicas, materiais, equipamentos e saberes permitiram dar-lhe forma, multiplicá-la e fazê-la circular. A indústria gráfica construiu-se através desta capacidade de transformar ideias, informação e mensagens em objetos que comunicam, circulam e subsistem.
Esta exposição percorre alguns desses momentos e manifestações, estabelecendo uma relação entre a memória da produção gráfica e as suas expressões contemporâneas. Dos tipos móveis, do papel e da impressão mecânica às atuais possibilidades de produção e comunicação, encontramos uma história feita de técnicas, objetos, profissionais e processos em constante transformação.
Mas a indústria gráfica não se define apenas pelos seus processos de produção. Define-se, também, pelos lugares que a palavra ocupa e pelas diferentes formas pelas quais chega até nós. Na rua, entre páginas, por perto, à superfície ou através de objetos que a envolvem, a comunicação gráfica integra espaços públicos e privados, acompanha o quotidiano e participa na forma como reconhecemos, interpretamos e recordamos o mundo.
Os objetos reunidos nesta exposição constituem uma seleção representativa da diversidade da indústria gráfica, colocando em diálogo diferentes épocas, processos, materiais e formas de comunicação. Não se pretende abarcar a totalidade de um vasto setor e em permanente transformação, mas sim criar um percurso que permita reconhecer algumas das suas principais manifestações e compreender a continuidade entre os saberes do passado e as práticas do presente.
Integrada no programa Sítios da Palavra – Coletivo Convergências, esta exposição decorre de uma parceria entre a Câmara Municipal de Tomar, a APIGRAF e a Universidade Politécnica de Tomar e propõe olhar para a indústria gráfica como um território onde memória, técnica, cultura e inovação se encontram.
Núcleos
03 / Visitar
Casa Vieira
Guimarães
— Tomar
31 de outubro
— 27 de dezembro de 2026

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